domingo, 17 de outubro de 2010

XXIV Encontro da REMic-PE - Museu da Abolição

Caros profissionais de museus e instituições culturais,

Venho por meio desse email informar sobre nossa próxima reunião, o XXIV Encontro da Rede de Educadores em Museus, que será no dia 24 de setembro de 2010, das 9h30 às 12h, no Museu da Abolição [Rua Benfica, 1150, Madalena, Recife-PE] onde pretendemos discutir, coletivamente, algumas ideias em torno da Ação Educativa em Museus: para que? Para quem? Por quem?

Conforme nossa última reunião, no Instituto Ricardo Brennand, onde discutimos a Profissionalização do Educador em Museus, seguiremos em reuniões que possam montar coletivamente os tópicos do III Encontro Nacional da REM que irá acontecer em 2011, aqui em Recife. Foi pensado que o tema geral, provocativo e reflexivo, poderia ser: “Para trabalhar em espaço cultural tem que gostar de cultura?” E a partir desse tema faríamos tópicos diversos.

No encontro anterior conversamos sobre os alguns tópicos: 1-Articulações entre os diversos setores do museus (segurança, limpeza, atendimento, educação, museologia, restauração, etc.) que muitas vezes são considerados os “públicos invisíveis”; 2- Criação de projeto e/ou edital de ação educativa que busque consolidar a profissionalização do educador, ou melhor, a busca pela equipe fixa; 3- A discussão sobre a educação patrimonial através da análise das relações entre instituições culturais e professores; 4- Construção e análise do material propositor de mediação (seja o de apoio à mediação quanto os textos de paredes e/ou folders, por exemplo).
Outra questão surgida foi a possível utilização da linguagem do vídeo. Tomando uma das ideias de uma educadora presente, e tendo um dos representantes da Fundarpe como apoiador, pensamos em criar vídeos curtos (aprox. 5min) que apresentasse o lugar (instituição cultural) e um pouco do seu trabalho educativo para ser apresentado numa mesa no cinema São Luiz. Tenho um modelo para apresentar num dos próximos encontros.
Foi conversado, também, sobre um modelo diferente de comunicação oral, que em vez de um ou mais tardes reservadas para a fala dos pesquisadores e etc., faríamos uma articulação onde cada tema fosse comunicado em uma instituição diferente da cidade. Isso faria com que tivéssemos duas ações paralelas acontecendo no evento e ao mesmo tempo permitisse que os visitantes conhecessem os trabalhos educativos in loco e encontrassem relações com as comunicações orais apresentadas permitindo uma discussão mais rica.

Por enquanto são projetos e ideias.

Sendo assim, nessa sexta teremos a presença de alguns educadores que estiveram no início da construção/manutenção de setores educativos em determinadas instituições locais. Eles irão partilhar suas experiências de modo que possamos construirmos novos roteiros de ações para o III ENREM 2010. Para isso voltamos à instituição que primeiro abrigou uma reunião da REMic, em 18 de julho de 2008, e que está passando por uma reestruturação para a construção de seu acervo e de sua memória (http://www.forumdosmuseusdepernambuco.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=59:museu-da-abolicao&catid=36:guiamuseus&Itemid=61). Logo, cabe-nos a pensar sobre que tipo de educação é possível ser feita em museus com o que nos abriga e como os educadores em museus podem colaborar para concretizar essa prática.
Conto a presença de todos!

Abraços e até logo,

Prof. Anderson Pinheiro
Arte/Educador

Articulador Rede de Educadores em Museus - PE
[http://www.rem-pe.blogspot.com/]
[www.dialogosentrearteepublico.blogspot.com]

"Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim que façamos a nossa parte de modo que tudo se transforme ao seu tempo."

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

XXIII Encontro da REMic - Profissionalização do educador em museus [primeiras conversas] - IRB

Caros profissionais de museus e instituições culturais,

Venho por meio desse email informar sobre nossa próxima reunião, o XXIII Encontro da Rede de Educadores em Museus, que será no dia 27 de agosto de 2010, das 9h às 12h, no Instituto Ricardo Brennand [Várzea] onde pretendemos discutir, coletivamente, algumas ideias em torno da profissionalização do Educador em Museus.

Esse tema sugerido poderá ser um dos principais tópicos do III Encontro Nacional da REM que irá acontecer em 2011, aqui em Recife.

A escolha do IRB não foi aleatória. Por ter sido uma das primeiras instituições do estado de Pernambuco a, oficialmente, contratar funcionários para esse fim, educação em museus, achamos que esse pode ser um dos motes e tema da nossa conversa pública em paralelo aos fatos e ideias ocorridos durante o 4º. Fórum Nacional de Museus, em Brasília que poderão ser apresentadas através de tópicos pela coordenadora educativa Aurea Bezerra, pela coordenadora de projetos Simone Luizines, além de por mim, todos presentes nesse evento.

Informo também que nossa reunião acontecerá após vários eventos importantes no Recife. Está acontecendo a III Semana do Patrimônio de Pernambuco, do dia 16 a 20 de agosto, realizado pela Diretoria de Preservação Cultural da Fundarpe, cujo tema será Educação Patrimonial e Cidadania (semanapatrimonio@gmail.com).
Está acontecendo também o Ciclo de Conferências “Pensando o Contemporâneo debate utopias, arte e cultura”, de 17 a 19 de agosto, com a professora francesa Anne Cauquelin. (cadif@fundaj.gov.br)

Além do 5º. Encontro Diálogos entre Arte e Público, organizado pela Gerência de Serviços de Formação em Artes Visuais, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, na Rua da Aurora, sob o tema “Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?” nos dias 19 e 20 de agosto, a partir das 18 horas. (www.formacao.artesvisuaisrecife.org | Blog : dialogos entre arte e publico; 81- 3355.1756 | 81- 3355.1757)

Bom, é uma agenda super cheia!

Aguardo todos os interessados nessa nossa próxima reunião!

Abraços,
Anderson Pinheiro Santos
Gleyce Kelly Heitor
Articuladores da Rede de Educadores em Museus - PE

sexta-feira, 9 de julho de 2010

XXII Reunião REMic-PE- Sinagoga Kahal Zur Israel

Caros profissionais de museus e instituições culturais,

O XXII Encontro da Rede de Educadores em Museus e Instituições Culturais acontecerá então na Sinagoga Kahal Zur Israel (Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife Antigo) no dia 18 de junho de 2010, das 9h30 às 12 horas.

A discussão será em torno da mediação cultural em instituições históricas, e para isso seremos apresentados sobre as ações educativas desenvolvidas pela Sinagoga com o público.

Outro tema de pauta será o sobre o 1o. Fórum Estadual de Museus de Pernambuco que acontecerá um dia antes.


Abraços,
Anderson Pinheiro Santos
Gleyce Kelly Heitor
Articuladores da Rede de Educadores em Museus - PE
[http://www.rem-pe.blogspot.com/]

Memória do XXI Encontro REMic-PE [Fundaj,Derby]

Caros profissionais de museus e instituições cultuais,

Estou em falta com vocês das memórias dos nossos encontros. Porém, não posso falar muito sobre como foi o encontro do dia 28 de maio na Fundação Joaquim Nabuco –Derby, pois precisei chegar mais tarde ao horário combinado [9h30] para iniciar. A ação educativa dessa instituição, que trabalha com exposições de arte contemporânea temporárias de jovens artistas premiados através de edital nacional.

Só para relembrar o tema norteador foi “A preparação do educativo para exposições temporárias”.

Desse dia o pouco que acompanhei, já próximo do final da reunião, foi a possibilidade de criar na REDE uma formação continuada de professores que ligassem, de forma temática a partir das conexões de acervo e linguagens, várias instituições. Uma boa ideia. Mas, é preciso um mapeamento e mais reuniões com coordenadores educativos e seus educadores museais para que fosse criado uma conexão efetiva.

Outra questão que comentei foi sobre a CARTA DE PRINCÍPIOS. A carta foi elaborada durante o II Encontro Nacional da REM, como vocês podem ler abaixo. Durante o 4º Fórum Nacional de Museus iremos nos reunir para discuti-lo mais uma vez para poder apresentar ao IBRAM. Leiam. Quer sugerir algo? Escrevam-me!

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Durante do II Encontro Nacional da Rede de Educadores em Museus e Centros Culturais do Rio de Janeiro, realizado entre os dias 02 e 04 de dezembro de 2009, no Palácio Gustavo Capanema, na cidade do Rio de Janeiro, com a presença de, aproximadamente, 150 profissionais da área de educação em museus representando as cinco regiões brasileiras, foi elaborado o documento a seguir, denominado Carta de Princípios.

O referido encontro, intitulado a dimensão educativa dos museus: uma forma de olhar, teve como objetivo principal proporcionar um espaço de reflexão e de debate sobre Museus e Educação e suas variadas abordagens. Para tal, foram propostas cinco dimensões correspondentes a diferentes olhares, a saber: o olhar das políticas públicas; o olhar do educador; o olhar acadêmico; o olhar dos públicos e o olhar institucional.

Como metodologia adotada para a elaboração do documento foi sugerido as REM´s, dos diferentes estados, que discutissem previamente os temas propostos e, apresentassem suas contribuições para o documento. Durante o encontro, os participantes foram convidados a se inscrever em cinco grupos de trabalho, de acordo com seu interesse, divididos conforme as temáticas, acima enunciadas. No último dia, representantes de cada grupo se reuniram para a elaboração de uma minuta que, como acordado na ocasião, seria organizada pelo Grupo Gestor, para então ser enviada aos participantes. Após as leituras e contribuições, por meio do blog da REM, o documento será finalizado e enviado aos órgãos competentes, universidades, instituições museológicas e afins.


Carta de Princípios

GT1 – o olhar do educador
Ao iniciar a reflexão sobre esta temática o grupo sentiu a necessidade de definir o termo educador em museus, concluindo tratar-se do profissional, oriundo de diferentes áreas de formação, que possa atender as especificidades da categoria institucional em que ele se encontra (museus de ciência, museus de arte, museus de história) que elabora, desenvolve, pesquisa e avalia as ações voltadas para o público com fins educativos.

Os educadores em museus apontam como necessidades primordiais que:

- toda instituição possua um Setor Educativo formado por uma equipe multidisciplinar, do seu quadro permanente, podendo contar com apoios e consultorias externas;
- seja construído e explicitado um projeto político-pedagógico que oriente a concepção, o desenvolvimento e avaliação das ações educativas, apresentando os referenciais teórico-metodológicos que o fundamentem;
- o educador em museus tenha lugar na equipe de planejamento da instituição, tendo em vista a dimensão comunicativa da educação que perpassa em todos os setores;
- se invista continuamente na formação e qualificação profissional;
- sejam implementadas Políticas Públicas, visando a legitimação do profissional – educador de museus -, por meio de formação específica, seja em cursos lato-sensu, stricto-sensu, cursos de extensão e formação continuada; o que exige o fortalecimento dos laços com a Universidade;
- contemple em suas ações os vários segmentos de público (etários e sociais), incluindo as pessoas com necessidades especiais;
- reafirme por meio das ações educativas o papel social da instituição;


GT 2 – O olhar das políticas públicas
As políticas públicas devem favorecer:

- a existência de um quadro de funcionários públicos capacitados para o campo da educação em museus;
- a valorização do campo da educação em museus;
- a melhoria das condições de trabalho, garantindo dotação orçamentária e uma equipe permanente, com plano de cargos e salários;
- o fortalecimento do campo de atuação com a criação de cursos acadêmicos em diferentes níveis e programas de formação continuada;
- o aprimoramento e atualização dos profissionais incentivando e financiando a participação em cursos e em fóruns relacionados à área, no Brasil e no exterior;
- a implementação de programas de acessibilidade nas instituições garantindo o respeito aos públicos em sua diversidade e necessidades, bem como a democratização da cultura;



GT 3 – o olhar institucional
Cabe à instituição museológica:

- garantir a existência de um setor educativo na estrutura organizacional equiparado, hierarquicamente, aos demais setores;
- dotar o setor com recursos humanos qualificados, materiais e financeiros necessários ao seu funcionamento;
- adotar uma política de formação e qualificação permanente dos profissionais;
- garantir a participação efetiva de um representante do setor na formulação do plano museológico e em todas as instâncias do planejamento dos programas institucionais, como por exemplo o processo de concepção e execução dos diferentes momentos das exposições;
- favorecer a articulação e comunicação entre os setores;
- viabilizar a participação dos profissionais do setor nos fóruns e encontros da área, seja no Brasil ou no exterior;
- incentivar e promover a criação de grupos de pesquisa contemplando as várias linhas existentes na instituição;
- superar o caráter eventual das suas ações, instituindo programas de médio e longo prazos;
- criar instrumentos de coleta e registro de todas as informações (relatórios; projetos; imagens etc.) relativas a concepção, desenvolvimento e avaliação das ações e programas educativos visando à construção da memória institucional;


GT 4 – o olhar do público
Os profissionais responsáveis pela prática da ação educativa em museus devem propor e tentar entender como se dá a experiência dos visitantes no museu, por intermédio de pesquisas qualitativas e quantitativas que possam:

- dimensionar quem é o público da instituição e quais são suas percepções, demandas e motivações;
- mapear os diferentes segmentos sociais e etários que frequentam a instituição, bem como aqueles segmentos que não frequentam;
- buscar uma linguagem acessível que permita a compreensão da temática da instituição, pelo público, como condição para o estabelecimento efetivo do diálogo;
- incentivar o desenvolvimento de práticas/ações pautadas em metodologias que tenham no diálogo o princípio que rege a relação educador/visitante, considerando este como sujeito de sua própria história;
- permitir à instituição criar as condições necessárias relacionadas à sinalização, conforto, acessibilidade, acolhimento entre outros itens, para que o público tenha autonomia e, possa, assim se apropriar plenamente do espaço;
- manter uma comunicação sistemática com o público, por meio de questionário, livro de sugestão/crítica, enquête e outros instrumentos que permitam avaliar o trabalho que está sendo desenvolvido visando aprimora-lo constantemente;


GT 5 – o olhar acadêmico
Tendo em vista a inexistência de um curso específico que forme o educador em museus, as instituições/órgãos de classe, a exemplo, da REM, deve estreitar os laços com a academia para numa articulação e ações conjuntas possibilitar:

- o incentivo e a criação de cursos de formação ou disciplinas que tratem das especificidades deste campo do conhecimento;
- a compreensão que este campo (educação em museus ou instituições culturais em geral) é necessariamente multidisciplinar, sendo fundamental o conhecimento de diferentes áreas;
- a criação de intercâmbio para o desenvolvimento de programas de estágio curricular (Cursos de Museologia; Pedagogia; Arte; Licenciaturas entre outros), estudos, monografias, dissertações e teses, favorecendo maior oxigenação às práticas, idéias e teorias;
- o desenvolvimento de linhas de pesquisas teóricas e aplicadas;
- a realização de fóruns/encontros/congressos que possibilitem o debate, a reflexão, o compartilhamento de experiências e, sobretudo o incentivo à produção de conhecimento;
- criação de publicações e/ou veículos afins, voltados para a divulgação dos resultados de estudos, pesquisas, relatos de experiências, entrevistas e outros meios.

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Atenciosamente,
Anderson Pinheiro
Arte/Educador
Articulador Rede de Educadores em Museus - PE

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